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quinta-feira, 11 de maio de 2017

Alien - Covenant


Um meio termo entre Alien - O oitavo passageiro (1979) e Prometheus (2012), a sequência desse último é um bom híbrido - o que é até irônico, diga-se. Mantendo o mesmo clima de suspense do primeiro - e maravilhoso - longa, comete alguns tropeços bobos no caminho (como o seu predecessor), mas o resultado final é positivo. 

Criador e criatura: como "nasceu" David (Fassbender)

O filme começa com uma interessante sequência, onde criador (Guy Pearce) e criatura (o androide David, interpretado por Michael Fassbender) dialogam sobre a criação, a vida e tudo mais. Depois o filme começa de verdade. E aqui temos a nave colonizadora Covenant a caminho de um planeta com grande potencial para ser uma nova Terra. A bordo, sob os cuidados de Walter (Fassbender) - uma versão aprimorada de David - estão a tripulação da nave e 20 mil colonos, todos em hibernação. 




Ao chegarem ao misterioso novo planeta, com uma composição bem parecida com a da Terra, eles partem para explorar o lugar. Logo encontram a nave de onde partira o sinal, e descobrem se tratar da Prometheus, a nave em que a dra. Elisabeth Shaw (Noomi Rapace) havia partido para explorar o espaço. Porém alguns membros da equipe exploradora começaram e demonstrar os primeiros sinais de infecção por alguma coisa. Decidido a fugir do planeta o quanto antes, eles partem para o módulo de escape, mas o estrago já está feito. Enquanto esperam pela ajuda da Covenant no resgate dos sobreviventes, o grupo é novamente atacado por aliens - e seriam dizimados não fosse uma ajuda misteriosa.

Ainda sem saber se podiam confiar naquele salvador, precisam segui-lo. Ao chegarem na casa dele, descobrem sua identidade: ele é David, que havia sobrevivido ao desembarque naquele planeta - diferente da dra. Shaw. O misterioso David não parece nada confiável, e a equipe tem pressa em sair dali. E eles estão cobertos de razão.

Daniels (Waterston) e Oram (Crudp): duelo de liderança

Alien - Covenant tem em seu ponto forte manter o espírito intrigante do primeiro longa da série, e claro, no elenco principal. A escolha de Katherine Waterston (a Tina Goldenstein, de Animais Fantásticos e Onde Habitam) para o papel de Daniels é acertadíssima: a heroína improvável é forte e corajosa, embora não pareça; Fassbender dá o tom certo de personalidade robótica a dois diferentes androides (e a gente consegue distinguir quem é quem na tela), Crudup cria um capitão oscilante entre a responsabilidade e a fé bastante interessante. O alien em si está ainda mais interessante: quase humano e completamente bestial, supernojento e esperto até demais. Os fãs não devem se decepcionar. O que me irrita são os clichês.

Daniels (Waterston): ótima escolha para protagonista
A gente já sabe que a tripulação é grande para ir morrendo e deixar só os verdadeiros protagonistas vivos, mas né? Bem que podia haver uma variação na forma como eles são eliminados. Se o cara sai de perto do grupo, já sabemos que não vai sobreviver. Outra coisa que achei meio improvável é a equipe inteira ter ido explorar o planeta sem roupas especiais de proteção. Parecia que estavam indo, sei lá, pra um safári ao invés de irem explorar um planeta desconhecido. Mas ok, a gente deixa passar. 

O nascimento do alien: angustiante, como no primeiro longa

Há bons momentos de alívio cômico e muita homenagem ao longa original, o que torna o filme muito agradável - apesar de que, convenhamos, o tema não possa ser definido como relaxante. No fim, o resultado é megapositivo: Covenant fez juz à franquia a qual pertence, e deixa um intrigante gancho para sua sequência. Só nos resta esperar impacientes para ver o que vai acontecer.

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