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quarta-feira, 25 de março de 2015

Cinderela


Um conto de fadas com tudo o que tem direito: donzela boa, madrasta má, príncipe encantado (e encantador), muita magia envolvida. Cinderela (Cinderella, 2015) vai agradar às pequenas que forem ao cinema e não vai deixar pais sonolentos, e sendo uma produção caprichada como só a Disney consegue montar, o longa é garantia de sucesso. Apesar de ter faltado um "bibbidi-bobbidi-boo" para ser perfeito, Cinderela tem muitos motivos para cair no gosto do público. 

Um resumo da produção: luxo, bom humor, boas interpretações e respeito ao clássico
É impressionante o luxo de cenários e figurinos, que se tornam um deleite para os olhos. O roteiro não foge à clássica versão do conto dos Irmãos Grimm que o estúdio havia levado às telonas 55 (!) anos atrás - há apenas um leve interesse em contar a história de Ella (Lily James, quase convincente), a pequena órfã que se vê às voltas com grandes reviravoltas na vida. Enquanto sua infância foi extremamente feliz ao lado da mãe e do pai que a amavam mais que tudo, sua vida adulta não foi nada fácil ao lado de sua madrasta (vivida por uma estonteante Cate Blanchett) e suas meio-irmãs, Drisella (Sophie McShera) e Anastácia (Holliday Grainger). Condenada a viver como uma serviçal por conta do ciúme doentio da madrasta, ela busca refúgio em seus amigos bichinhos e procura seguir à risca o conselho maior de sua mãe: antes de morrer, ela lhe confiou o segredo para sobreviver a tribulações, que consistia em ser corajosa e gentil.

Dia difícil para as inimigas...

Sufocada pela constante provação de sua bondade, Ella resolve fugir de casa e no meio da floresta encontra, por acaso, um jovem príncipe (Richard Madden, a.k.a. Robb Stark) disfarçado como um mero aprendiz. Ele estava em meio a uma caçada, mas Ella interveio pelo animal. Encantado com a moça, ele se apresenta como apenas Kit. Depois desse começo ligeiramente diferente do que estávamos habituados, a estória segue normalmente até o "felizes para sempre". Tudo muito bem feito, com destaque para a escolha de um elenco luxuoso - não é todo dia que se encontra Cate Blanchett, Stellan Skarsgard e Helena Boham-Carter no mesmo filme, não é? - e os efeitos visuais, além do tom de comédia (principalmente quando as terríveis meio-irmãs de Cinderela resolvem aprontar as suas) e da atuação excelente de Blanchett. E aqui abro um parêntese bem pessoal, pois tinha muita expectativa quanto a esse quesito em particular: meu medo era de que ela cometesse o erro de muitas outras grandes atrizes que pesaram na mão e criaram vilãs caricatas, mas (apesar de um ou outro leve exagero), Cate simplesmente ar-ra-sou. 

 
A fada-madrinha (Boham-Carter):
Seria perfeito,não fossem dois pequenos detalhes - e aí é coisa de fã, mesmo: o vestido de baile de Cinderela é muito azul - e em algumas fotos da produção ele não parecia ser de um tom tão forte, o que me fes pensar em uma coloração digital (e que tirou um tantinho da beleza dele, o que não interfere no resultado final); e quando a Fada Madrinha (Helena Boham-Carter, ela pode ser minha fada-madrinha também?) aparece para transformar a moça para o baile, ela não canta a musiquinha característica da cena. Na verdade, a solução usada foi até bem legal - o filme não foi concebido como um musical, mas ali... Faltou a canção. Nem tudo está perdido, pois se você quiser ouvir a tão famosa música na voz de Boham-Carter, é só esperar pelos créditos finais. No fim das contas, o filme é extremamente fofo e não decepciona. Diversão garantida para a família toda. 

Curiosidade: essa foto é da produção do filme. Reparem no tom do azul.
Mas o tom que aparece no filme é esse, bem mais escuro. Qual você prefere?

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